Açúcar é o maior vilão da saúde bucal infantil

Fotos mostram os estragos que o excesso de açúcar somado a uma higienização bucal falha podem causar nos dentes de crianças e adolescentes

O consumo de balas, doces, biscoitos e refrigerantes entre as refeições são uns dos principais motivos da cárie infantil

Para muitos especialistas o açúcar é um dos maiores vilões da saúde bucal, pois em contato com as bactérias que vivem naturalmente na boca, se transformam em ácidos que destroem os minerais dos dentes. E, por terem dentes mais sensíveis e um contato maior com doces e guloseimas, as crianças são as grandes vítimas dessa gostosura.

O consumo de açúcar várias vezes ao dia, vários dias por semana pode provocar um buraco na superfície do dente e problemas bucais realmente sérios. “Com a mudança do ph da boca (acidez) causado por substâncias liberadas pelo metabolismo das bactérias ao ingerirem o açúcar podemos ter desde uma simples inflamação na gengiva até uma periodontite (gengivite mais severa), além de cárie e até perda total do dente”, diz Alexandre Bussab, cirurgião-dentista da Clínica Brasil Smiles.

Consumo descontrolado 
Mas o especialista ressalta que o açúcar consumido de maneira controlada não causa todos esses prejuízos citados acima. “O grande vilão da saúde bucal é o consumo descontrolado do açúcar. É a forma, a frequência e a quantidade que ele é consumido e a falta de uma higiene bucal eficiente depois disso”, diz o especialista.

Por isso, para começar a combater esse problema é necessário levar a criança desde cedo ao dentista. Assim, além de um acompanhamento periódico do quadro da criança evitando que pequenos problemas se agravem, o profissional pode contribuir com orientações de higiene bucal para pais e filhos a fim de tornar essa prática mais agradável e eficiente entre todos os membros da família.

Crianças e os doces 
Mas não basta largar toda a responsabilidade em cima do profissional. Para evitar que as crianças virem alvo fácil desse problema, é fundamental que os pais também sejam bastante rígidos quanto à alimentação de seus filhos priorizando alimentos naturais, saudáveis e ricos em fibras. “O consumo de balas, doces, biscoitos e refrigerantes entre as refeições são um dos principais motivos da cárie infantil”, diz o especialista.

Uma má escovação, somado ao consumo frenético de açúcar e ao fato de que os dentes das crianças estão em formação e o esmalte é mais sensível à abrasão ácida causada pelo encontro das bactérias do meio bucal com o açúcar, só pode resultar em algo bem ruim.

Se você duvida disso, as fotos abaixo mostram o que esse combo do mal pode causar nos dentes das crianças e dos adolescentes.

Fonte: Terra

Menos de 1% das crianças visitam o dentista na idade recomendada

 

Na pesquisa publicada em um importante periódico científico, o Journal Pediatrics, menos de 1% do total de 2.505 crianças que participaram do estudo, consultou pela primeira vez um dentista quando tinham até um ano de idade, e menos de 2% visitou pela primeira vez um dentista quando tinham até 2 anos de idade.

Sete autores desenvolveram o estudo, “Fatores associados a tratamentos odontológicos na infância”, em nome da TARget Kids! (The Applied Research Group for Kids!), uma colaboração entre o Hospital de St. Michael’s e o Hospital for Sick Children, ambos localizados em Toronto, Canadá. O estudo ainda contou com a colaboração de mais três pesquisadores da Universidade de Toronto, do departamento de odontopediatria. As crianças, por volta dos 4 anos de idade, tiveram seus educadores pesquisados entre Setembro de 2011 e Janeiro de 2013.

O estudo concluiu que nas famílias de baixa renda, as crianças usavam por mais tempo mamadeira, apresentavam maior ingestão de bebidas açucaradas e não visitavam o dentista. Das crianças que tinham ido ao dentista, 24% delas apresentaram pelo menos uma lesão cavittada de cárie.

Todavia, o estudo apresentou algumas limitações. Os pesquisadores não discriminaram no estudo se as consultas odontológicas tinham objetivo restaurador ou preventivo. Não houve como saber a quantidade de cárie nas crianças que nunca visitaram o dentista. Outro ponto foi que os hábitos de higiene bucal e a dieta não foram acompanhadas.

Fonte: Colgate

De chupeta à cárie: especialista orienta como cuidar da saúde bucal do seu filho

PARTE II

Alimentação 

Já se sabe que o açúcar e os carboidratos são responsáveis pela fermentação, diminuição do pH bucal e produção dos ácidos que originam as cáries, e é sabido também que geralmente os alimentos destas classes são os preferidos dos pequenos. O que vale a pena ressaltar sobre este assunto é o fato de que a criança pode sim comer de tudo, mas na hora certa. Doces, bolachas, pães, salgadinhos, chocolates e balas, por exemplo, não estão proibidos, mas devem ser consumidos nos horários das refeições e não ao longo do dia. É pior comer a cada dez minutos um desses alimentos do que comer todos juntos de uma só vez durante as refeições. 

Outra coisa importante é a consistência do alimento. Quanto mais pegajoso, mais tempo ele vai ficar retido nos dentes. Outro fato importante é que a criança não deve dormir sem fazer a higiene bucal, ou seja, a mais importante das três escovações diárias é a escovação antes de dormir, pois durante o sono o corpo entra em um estágio metabólico mais lento, e boa parte das funções diminuem, desde a frequência cardíaca até a produção da saliva, que atua como “proteção” para os dentes, já que é a responsável por regular o pH da boca. 

Chupetas e mamadeiras

Reprodução

Quando falamos sobre estes dois objetos, é complicado dar uma resposta categórica, já que em determinadas situações eles são objetos importantes. O que podemos afirmar é que todo hábito, quando duradouro, tende a alterar a formação da arcada dentária, prejudicar a musculatura da boca e o posicionamento da língua, mas isto depende de alguns fatores como a frequência e a intensidade do uso. Por isso, é indicada a suspensão do uso da chupeta e mamadeira o quanto antes, de preferência até os quatro anos de idade. Nestas situações, um odontopediatra é indicado para acompanhar e instruir a transição, pois todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo.  

Cárie na infância 

A cárie é uma doença infecciosa causada por bactérias, que metabolizam restos de alimentos, principalmente açucares e carboidratos, produzindo ácidos que irão alterar o pH da boca e então tornam-se capazes de desmineralizar os dentes. A cárie aparece, inicialmente, como uma mancha branca e depois evolui para cavidades. 

Na odontopediatria, a principal atenção é para a popularmente conhecida como cárie de mamadeira. A cárie precoce da infância é muito agressiva, de evolução rápida e provoca muita sensibilidade (dor), podendo causar a destruição dos dentes de leite em um curto espaço de tempo. E é uma doença que pode afetar a criança já no primeiro ano de vida, e que geralmente associada à persistência da amamentação durante a madrugada, seja ela natural ou artificial. Nesta situação, o acompanhamento odontológico pediátrico tem como objetivo manter a saúde bucal da criança e instruir os hábitos corretos para os responsáveis, evitando assim que a criança passe por episódios de dor, pois se não for tratada a tempo, pode evoluir e atingir a polpa do dente e até levar à sua perda. 

Evitando o excesso de flúor 

O uso de flúor na prevenção da cárie dental já foi comprovado de diversas formas. Podemos usar como exemplo políticas consolidadas como o uso do fluoreto no tratamento da água e a sua adição nos cremes dentais, porém, quando o flúor é ingerido existe o risco de termos dentes com fluorose. 

A fluorose dentária é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor durante a formação dos dentes. Como consequência, têm-se defeitos de mineralização do esmalte, com severidade diretamente associada à quantidade ingerida. A fluorose causa alteração de cor do esmalte dental, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou ainda linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental. 

Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum a pasta de dente com flúor que muitas crianças engolem durante a escovação. O indicado é utilizar creme dental sem flúor até o momento em que os pais percebam que a criança já esta treinada para cuspir e não ingerir a espuma ou a pasta propriamente dita. Neste momento, com indicação do dentista e acompanhamento dos pais, pode ser feita a troca para pastas com flúor. 

Acompanhamento do desenvolvimento 

Atualmente o índice de crianças que necessitam de intervenção ortodôntica é crescente. Boa parte da população se preocupa com alterações dentais que causam problemas na estética, como por exemplo, o apinhamento dental – falta de espaço entre os dentes ou a presença de diastemas – sobra de espaço entre os dentes. Porém, as alterações estruturais, quando há alterações da oclusão dentária, geralmente são diagnosticadas por um profissional da área, já que estas alterações são mais complexas e o tratamento costuma ser mais longo. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o resultado do tratamento. 

O acompanhamento odontopediátrico, além de ter todos os meios para cuidar da saúde bucal da criança, também é capaz de detectar estas alterações e definir o melhor momento para encaminhar a criança para avaliação ortodôntica.

Fonte: Bonde 

De chupeta à cárie: especialista orienta como cuidar da saúde bucal do seu filho

PARTE I

A saúde bucal das crianças sempre foi motivo de preocupação para os pais. Quando começar a escovação? Como devem ser os primeiros cuidados? E o aparelho ortodôntico? Será que eles são recomendados antes mesmo da dentição permanente? Para esclarecer estas e outras dúvidas, confira as orientações da odontopediatra da odontopediatra Maitê Soares, da Clínica Epeo Odontologia, em Londrina, e saiba como agir em diferentes situações:

Quando os dentinhos caem antes da hora

As crianças possuem 20 decíduos ou os chamados dentes de leite. São dez na arcada superior e dez na arcada inferior. O processo da perda dos dentes de leite ocorre naturalmente e de maneira fisiológica por meio da reabsorção da raiz do dente de leite pelo dente permanente, que irá erupcionar em seu lugar.

O início da troca dentária ocorre em média entre os cinco e sete anos de idade, e é uma fase que envolve grande ansiedade por parte dos pais e das próprias crianças. Porém, os dentes de leite podem cair antes do tempo fisiológico, ou seja, fora do período normal, por causa de algum trauma na região, como quedas, batidas na face ou até mesmo por lesões de cáries muito extensas. Esses casos devem ser avaliados e acompanhados, pois podem causar uma série de problemas como a alteração na posição de língua – atrapalhando a fala, mastigação e deglutição; perda do espaço ideal para o dente permanente – causando problemas nos encaixes dos arcos dentais; alteração dos dentes vizinhos para região da perda – favorecendo a um futuro apinhamento dental ou impactações dos dentes permanentes sucessores; e ainda causar algum dano psicológico na criança que, por ficar sem os dentes antes da fase em que os amigos ficarão, ficam inibidas socialmente.

Dentinhos a mais

Após todas as trocas e erupções, a dentição permanente contará com 28 dentes, desconsiderando os 3º molares (dentes do siso) que quando presentes totalizam 32 dentes. Qualquer dente que exceda estes números são chamados de supranumerários ou extranumerários, sendo que podem existir um único ou vários dentes a mais.

Os dentes extranumerários podem apresentar uma forma normal ou um formato que não lembra a anatomia dos dentes da região da boca em que ele se desenvolveu, e podem estar posicionados na cavidade bucal ou retidos no osso. O diagnóstico de um dente supranumerário é simples, pois ele pode ser detectado através de exame clínico de rotina, quando estiver posicionado na boca, ou por meio de radiografias e tomografias, quando o dente permanecer retido dentro do osso.

Quando não detectado a tempo, um extranumerário que está retido ao osso pode causar problemas na formação normal do arco dentário, como impedimento da erupção de dentes, deformação da arcada e até destruição das raízes dos outros dentes. A extração do dente supranumerário, associada ou não a outras formas de tratamento, é proposta em 90% dos casos.

Dentinhos a menos

A agenesia dental é uma anomalia dentária em que ocorre a ausência de um ou mais dentes. É quando o dente não se forma, ou seja, o germe dental não está presente. A teoria mais aceita para explicar a agenesia dentária é a alteração na expressão de genes específicos, sendo a genética a causa mais comum.

A anomalia pode acometer qualquer dente da arcada, os mais frequentes são os dentes do siso, seguido pelos 2º pré-molares e incisivos laterais. O diagnóstico é feito por meio de exame radiográfico. As crianças que apresentam esta alteração levam uma vida normal em relação à saúde bucal, porém quando o diagnóstico é feito em idade precoce, o profissional e os pais terão um maior número de possibilidades disponíveis para o tratamento. O tratamento deve ser compatível com a idade do paciente. A forma, a posição e a localização do dente ausente, a oclusão, a presença de apinhamento dentário e até a quantidade de osso na região da ausência são fatores que influenciam na decisão.

Dente de leite tem raiz sim!

Um dos maiores mitos da odontologia é que dentes de leite não têm raiz. Então sempre que falamos sobre endodontia de dentes de leite, que é o tratamento de canal, surge esta questão. Sim, os dentes de leite têm raiz, eles são estruturas anatômicas semelhantes aos dentes permanentes e possuem coroa, raiz e canais radiculares por onde a polpa dental se estende.

Reprodução

A cárie dental é um problema comum em dentes decíduos. Quando a cárie contamina a polpa, que é a parte viva do dente, a criança pode sentir fortes dores. Cerca de 75% dos dentes com cárie profunda apresentam comprometimento pulpar e, consequentemente, precisam de tratamento endodôntico. O material e as técnicas utilizadas são específicas para dentes de leite, já que estes ainda virão a cair para dar espaço para o dente permanente. E até que esta troca ocorra, o dentinho precisará ser acompanhado, para prevenir alguma situação adversa.

Visitas ao odontopediatra

O ideal seria levar a criança ao dentista entre os seis meses e um ano. Obviamente, nessa idade, pouco se tem a fazer em relação aos dentes das crianças, mas as orientações e as intervenções preventivas são fundamentais.

Geralmente, os pais levam a criança entre os dois anos e meio e os três anos, quando se completa a primeira dentição. Às vezes, porém, a criança chega ao consultório já com muitas cáries, porque eles não receberam orientação adequada no momento correto.

O padrão estabelecido é ir ao dentista a cada seis meses. Mas como nas crianças tudo acontece muito rápido, recomenda-se que as visitas sejam feitas de acordo com seu estágio de desenvolvimento, desse modo, a frequência pode variar de dois em dois meses para a aplicação de flúor, por exemplo, ou consultas que podem ser de três em três meses para acompanhar a erupção, ou a consulta de rotina que pode ser de seis em seis meses, ou seja, a frequência das visitas deve ficar a critério do profissional que atende a criança.

Higiene bucal do bebê

Os cuidados devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. A hora do banho costuma ser o melhor momento. Na hora de enxugar o bebê, aproveita-se para limpar o dente com a fralda, gaze ou cotonete. Isso também é bom porque a criança se acostuma com o fato e a escovação passa a ser uma etapa agradável.

Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental com flúor só deve ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança for capaz de cuspir completamente o seu excesso.

Fonte: Bonde

Capacidade de sorrir de bebês indica evolução cerebral

Sorrir e dar gargalhadas são as primeiras ferramentas de comunicação das crianças com o mundo ao seu redor e revela desenvolvimento cerebral

Sorrir pode ser uma das primeiras formas de comunicação dos bebês, além de representar o início do desenvolvimento cerebral infantil. “Entre o primeiro e o segundo mês a criança já esboça o primeiro sorriso intencional e com isso, a primeira expressão social acontece”, diz a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, autora do livro Conversa com Criança.

Na verdade, para a psicóloga, o sorriso já existe antes do nascimento do bebê, mas até o primeiro mês de vida não é intencional. “Esse recurso está disponível e, a partir do seu nascimento, o bebê o faz, assim como provavelmente o fazia no útero materno, só que neste caso como uma expressão facial, ainda sem intenção”, diz Daniella.

A psicóloga diz que pelo sorriso é possível perceber como está o desenvolvimento do cérebro da criança. “Piscar com o barulho, buscar o som, reconhecer o rosto, sorrir, depois rir e emitir sons são passos que mostram claramente o cérebro em desenvolvimento. É nessa grande espiral de desenvolvimento que o bebê passa por todas as fases que se tornam cada vez mais complexas, assim como seu cérebro”, diz a especialista.

Pais devem incentivar o sorriso
Para Daniella, incentivar as crianças a rirem desde cedo é muito mais do que só se preocupar com a evolução da comunicação entre pai e filho, é trocar amor. “Os pais devem fazer brincadeiras simples que emitam sons e gestos divertidos como aquela do ‘achou’, cantar músicas, brincar com o pé do bebê e etc. É através do encontro que esse clima se forma, e o que era apenas um sorriso, se transforma em uma risada com som e depois em uma bela gargalhada”, diz a especialista.

E é um fato comprovado que sorrir faz bem a saúde A cada sorriso, o cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina, o neurotransmissor relacionado às sensações de prazer e bem-estar, além de ser um potente analgésico natural.

Além disso, ao sorrir temos a certeza de que a conexão com o outro e com o mundo está acontecendo de fato. “Ao trocar sorrisos com o bebê, sabemos que aquela experiência está sendo vivida pela criança. Ao perceber o outro ele também percebe seu próprio contorno físico e emocional”, diz Daniella.

Fonte: Terra.Saúde

Bebês precisam escovar os dentes?

Muita gente não sabe, mas antes mesmo dos dentes de leite nascerem, é preciso realizar a limpeza da boca das crianças recém-nascidas

Os cuidados bucais devem começar desde cedo. Enganam-se os pais que acham que os dentes de leite, conhecidos como decíduos, não precisam de cuidados por não serem permanentes. Na verdade, são eles que guiam o nascimento dos dentes permanentes, abrindo espaço para a dentição definitiva. Além do mais, eles são essenciais para uma boa mastigação e para a fala.

“Os primeiros decíduos começam a nascer por volta do sexto mês de vida, mas os cuidados com a higiene devem começar antes. Após a amamentação noturna é recomendada uma limpeza com gaze ou uma fralda limpa na gengiva. Quando começam a nascer os dentinhos, a gaze pode ser substituída por uma dedeira (escova que os pais podem usar encaixada no dedo). Ela  facilita a higienização por ser menor que a escova”, diz o odontologista Paulo Coelho Andrade.

É preciso ter cuidado com cremes dentais à base de flúor, para que a criança não engula e por que ja substância pode causar danos aos dentes permanentes em formação. Somente um dentista pode indicar com segurança o creme dental recomendado. As pastas fluoretadas devem ser introduzidas somente após os 4 anos de idade e sob orientação de um adulto. Poucas pessoas sabem, mas a cárie de mamadeira – é agressiva, de rápida evolução e que provoca muita dor – é um problema muito sério e atinge cerca de 60% das crianças até 3 anos. “Essa condição se desenvolve pelo hábito de deixar a criança dormir assim que termina de mamar. O ideal é que a higiene seja feita mesmo que a criança pegue no sono. Com cuidado, para que ela não acorde, mas jamais deixar de ser feita”, explica o especialista.

A saliva também possui ação protetora dos dentes e ajuda a manter a boca limpa. Entretanto, durante o sono, a quantidade produzida diminui, favorecendo a rápida instalação de cáries.

Os pais devem ficar atentos e observar o aparecimento de manchas brancas opacas nos dentinhos dos filhos e, em caso positivo, levar imediatamente ao dentista. Essa manchinha é o início da cárie. O uso de açúcar em papinhas ou mamadeiras deve ser evitado ao máximo. Como a cárie é uma doença infecciosa causada por bactéria, deve-se evitar: assoprar a comida da criança; compartilhar talheres; e beijar o filho na boca.

Fonte: Encontro BH

5 dicas importantes para cuidar dos dentes de leite das crianças

A preocupação com a saúde bucal, especificamente com os dentes, entre os adultos tem se tornado cada vez maior ao longo dos anos. E para que na fase adulta os dentes sejam saudáveis e livres dos mais variados problemas, os cuidados devem começar na infância, logo nas primeiras aparições dos dentes decíduos, popularmente conhecidos como dentes de leite.

Segundo o Dr. José Ricardo Muniz, odontologista e presidente da R-Crio, empresa brasileira especializada em extrair células-tronco do dente de leite, os pais devem estar atentos aos cuidados com os dentinhos, desde o tipo de creme dental utilizado, até os movimentos de escovação. “O incentivo para uma boa escovação e bons cuidados deve vir dos pais. Nos primeiros anos de vida, sempre acompanhar e ensinar o jeito correto de escovar os dentes, explicando os benefícios e as vantagens para que a criança já tenha em mente a importância disso”, afirma.

Com isso, o profissional listou cinco dicas importantes para cuidar dos dentes de leite das crianças, explicando os benefícios futuros à saúde bucal.

1 – Uma boa escovação do dente de leite: o que ela pode evitar?

O hábito de escovar os dentes regularmente e corretamente é fundamental para preservação da saúde bucal e sistêmica (em todo corpo) da criança. As doenças mais comuns ligadas à cavidade oral são a cárie e a doença gengival (periodontal). Ambas estão relacionadas à presença de bactérias sobre a superfície dos dentes com uma condição favorável para sua proliferação (má higiene). “Existem pesquisas comprovando que algumas lesões repetitivas em atletas, doenças cardíacas entre outras, podem ser provocadas por bactérias presentes na doença dentária, que acabam caindo na corrente sanguínea causando outros problemas fora da boca”, explica Muniz.

Outro ponto importante destacado pelo odontologista é o incentivo e a vigilância dos pais, para analisar se a higiene foi feita corretamente. “Os pais devem sim colocar a criança para escovar os dentes sozinha, para criar independência desse hábito, mas sempre com supervisão. Após a criança dizer que terminou, sempre verificar se está tudo bem e finalizar a escovação de maneira correta, explicando aos pequenos os benefícios desses cuidados”.

2 – Evitar produtos com álcool: é correto? 

O profissional explica que é muito importante não só a criança, mas o adulto também, evitar ao máximo contato do álcool com a mucosa (gengiva e tecidos moles da boca), quer seja pelo consumo de bebidas ou pelo uso de soluções de bochecho. “O álcool age como um irritante local, podendo levar ao surgimento de lesões locais repetitivas nessa mucosa (tipo aftas). Essas lesões recorrentes aumentam significativamente o risco ao câncer para esses indivíduos”.

3 – Fio dental já pode ser utilizado nos dentes de leite? 

 “Não só pode, como deve ser feito”, exclama o odontologista. “Além de ser um instrumento para remover resíduos que se depositam entre os dentes, o fio dental, quando corretamente e sistematicamente usado, ajuda a desorganizar as bactérias presentes entre os dentes, de modo que elas não consigam provocar doenças”. Muniz explica que o hábito de usar fio dental na limpeza bucal deve ser iniciado logo na aparição dos primeiros dentes, para incentivar a criança a colocar essa prática na rotina durante a infância e por toda a vida adulta.

4 – Arrancar o dentinho em casa é recomendado? Se arrancado de forma errada, o que pode acarretar de problemas futuros? 

 Toda ação que envolve os dentes, sejam de leite ou permanentes, deve ser feita sempre sob a orientação de um dentista, que pode garantir mais cuidados e segurança para a saúde bucal. “Hoje essa relação passou a ser ainda mais imprescindível, uma vez que pesquisas recentes realizadas no Brasil e no mundo revelam que a polpa (parte interna) dos dentes de leite é uma fonte rica de células-tronco jovens. Essas células vem sendo estudadas no mundo todo pois já é sabido que oferecem diversas possibilidades de utilização em terapias gênicas, quando comparadas a outras fontes de células-tronco. Elas poderão ser responsáveis pela regeneração de tecidos ósseos, cartilaginosos e musculares. Cuidar desse dente de leite hoje pode ser um benefício de extrema importância para o futuro da criança. Essas células-tronco podem ajudar no tratamento de diversas terapias, sendo uma segurança para a família”, afirma.

 O odontologista ressalta o risco de algumas técnicas caseiras para extração do dente de leite. “Sempre escutamos as brincadeiras de ‘amarrar a linha na porta e no dentinho’ ou ‘morder a maçã para que o dente fique preso nela’. Porém essas técnicas, apesar de lúdicas, podem gerar pequenos traumas à gengiva da criança e, futuramente, acarretar no nascimento errado dos dentes permanentes”.

5 – Alimentação: no período de troca dos dentes, é recomendada uma alimentação especial, no caso, evitar dores ou até mesmo para ajudar a fortificar os novos dentinhos? 

 Muniz explica que a opção por alimentos saudáveis deve ser sempre o foco de atenção das famílias. É preciso que as crianças sejam bem esclarecidas em relação aos benefícios dessa escolha. Alimentos ricos em açúcar devem ser evitados ao máximo. “Durante a troca dos dentinhos, muitas vezes se faz necessária a escolha por alimentos mais macios de modo a dar maior conforto à criança. Contudo, o exercício da mastigação é fundamental para o melhor desenvolvimento facial da criança e por isso, deve ser estimulado”, finaliza.

Fonte: Segs

Dentista ensina como não deixar as crianças engolirem pasta

A supervisão e exemplo dos pais, o sabor escolhido e o tipo de creme dental fazem toda a diferença no momento de ensinar higiene bucal para os pequenos 

Uma das principais preocupações dos pais ao introduzir o hábito de escovar os dentes no dia-a-dia das crianças é que o produto seja engolido e acabe prejudicando a saúde delas. Apesar desse risco, a pasta pode e deve ser usada desde bem cedo, a partir do momento em que aparecerem os primeiros dentinhos, época que varia entre seis meses e um ano.

Para Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da USP, o importante é ficar atento ao volume de pasta e o quanto de flúor ela possui em sua composição. Quando a criança ainda possui poucos dentes na boca a quantidade de pasta deve ser referente a um grão de arroz. Quando ela já tiver com quase todos os dentinhos (pelo menos 2/3), já pode ser a quantidade de um grão de ervilha. “O mais importante é ter certeza que a pasta escolhida possui flúor (fundamental para combater a cárie), mas na quantidade certa para as crianças (com 1100ppm)”.

Porém, o mais importante para que ela não engula o produto, é a supervisão e o exemplo dos pais. “Sempre recomendo que os pais escovem os dentes com os filhos até os 7 anos, porque, além de serem exemplos para as crianças, podem ensinar e controlar como o procedimento está sendo feito”, diz o especialista. É mais ou menos nessa fase que a criança passa a ter total controle motor e de deglutição.

Cuidado ao escolher o sabor

Um alerta interessante que Marcelo faz aos pais é na escolha do sabor da pasta de dente. Segundo ele, muitos adultos optam por pastas infantis com sabores agradáveis (como tutti-frutti ou morango) na tentativa de incentivar o gosto pelo ritual da escovação.

“Essa é uma prática bacana, mas justamente por gostar do sabor da pasta é que muitas crianças acabam por engoli-la de propósito, ou pior, a comem como se fosse gelatina. Quando a criança insiste nesse tipo de comportamento, mesmo com represália dos pais, recomendo que eles passem a comprar pastas com sabores mentolados e fortes, para que a criança sinta necessidade de cuspi-la rapidamente por conta do sabor desagradável” diz o especialista.

Fluorose 

No entanto, mesmo com a supervisão dos pais, às vezes os baixinhos acabam ingerindo um pouco de pasta de dente. Mas segundo Marcelo, não há motivo para se desesperar. “Na verdade, não há nenhum grande mal nisso, senão a vigilância sanitária ou o Ministério da Saúde não permitiriam a circulação do produto para uso infantil”.

Segundo ele, a intoxicação mais preocupante é a crônica (quando a criança engole grandes quantidades de pasta/flúor). “Nesses casos, o principal problema que pode acontecer é a fluorose nos dentes permanentes, que são manchas no esmalte dentário”.

Porém, segundo um estudo feito no Brasil pelo Ministério da Saúde em 2010, a prevalência de fluorose dentário em crianças até 12 anos é pequena (16,7%), sendo o percentual delas com fluorose severa considerado praticamente nulo.

Fonte: Terra

Desenvolvimento da Dentição: do dente de leite ao permanente

A primeira dentição é constituída por vinte dentes, os denominados “dentes de leite”, cujo rompimento ocorre de forma progressiva, com uma sequência cronológica bastante definida, aproximadamente entre os 6 meses e os 2 anos e meio.
Entre os 5 e os 7 meses, que costumam surgir os primeiros dentes, na maioria dos casos os incisivos centrais inferiores.
Entre os 6 e os 8 meses, evidenciam-se os incisivos centrais superiores.
Em seguida, aparecem os incisivos laterais, primeiro os inferiores, entre os 7 e os 10 meses, e depois os superiores, entre os 8 e os 11 meses.
Seguindo a mesma ordem, no primeiro semestre do segundo ano, surgem os primeiros molares superiores, seguidos pouco depois pelos caninos inferiores, os caninos superiores e, por volta dos 2 anos de idade, os primeiros molares inferiores.
Os últimos dentes de leite a nascer, até aos 2 anos e meio, são os segundos molares inferiores e superiores, que completam a dentição temporária.
A partir dos 6 anos de idade, os dentes de leite começam a cair de forma espontânea, sendo substituídos pelos dentes definitivos.

Em tempo:
As idades mencionadas apenas são indicativas.

Fonte: Ortoblog

Meu pitoco caiu e quebrou o dente! O que fazer?

Quando a criança cai e bate a boquinha, não há nada mais angustiante do que ver todo aquele sangue que escorre! Muitas vezes, pela quantidade de sangue, o dano parece ser muito maior do que o realmente causado, pela região oral ser altamente vascularizada.

Muita calma nesta hora mamães… é importante limpar a área, observar bem o que aconteceu e tomar algumas providências.

DENTIÇÃO DE LEITE

Os acidentes mais comuns que afetam a dentição de leite são os que envolvem bebês e crianças que estão aprendendo a andar.
Após a queda, o dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intruir) ou descer (extruir), dificultando o fechamento da boca. O dentista deve ser imediatamente consultado para verificar a extensão do dano e acompanhar a evolução do caso e futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente. É normal que ocorra, após 2 ou 3 dias do acidente, um escurecimento da coroa do dente que, nem sempre, significa perda da vitalidade e, em muitos casos, a cor poderá retornar ao seu normal. Pode ocorrer também o aparecimento de uma fístula de pus na gengiva, acima do dente. Esse é um sinal de que o dente perdeu vitalidade e houve necrose. Neste caso o tratamento de canal é necessário.

O dente caiu totalmente (avulsão)

Em certas circunstâncias, dependendo do tipo do impacto, é comum acontecer um deslocamento total do dente. Se o dente for de leite, a colocação do dente de volta em seu lugar NÃO é indicada.

DENTIÇÃO PERMANENTE

O dente fraturou (quebrou)
As fraturas podem comprometer apenas o esmalte (parte branca da coroa do dente), o esmalte e a dentina (parte mais interna da coroa do dente) ou ainda o esmalte, a dentina e a raiz com comprometimento pulpar (nervo). Em qualquer um destes casos, a reconstrução estética do pedaço que quebrou é realizada. Quando envolve o nervo, um tratamento de canal é necessário também.
A melhor maneira de se evitar fraturas nos dentes é preveni-las. Assim, no caso de esportes, como andar de bicicleta, andar de “skate”, basquete, vôlei, jogos de futebol ou “rugby” e outros esportes coletivos, é importante o uso de protetores bucais.

Em pacientes que apresentam projeção dos dentes da frente, o tratamento ortodôntico é indicado.

O dente caiu totalmente (avulsão)

Em certas circunstâncias, dependendo do tipo do impacto, é comum acontecer um deslocamento total do dente. No caso do dente permanente, o reimplante é indicado.

Para que se obtenha sucesso no reimplante, é necessário manter a calma e fazer a criança morder uma gaze ou um pano limpo com pressão para que se possa controlar o sangramento.

LEMBRE-SE:

  •  Pegue o dente somente pela coroa;
  • Não toque na raiz;
  • Resíduos devem ser cuidadosamente retirados do dente com soro fisiológico ou leite;
  • Não esfregue o dente, não use sabão, não seque;
  • Coloque o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca da criança;
  • Observe a posição de encaixe do dente;
  • Faça a criança morder uma gaze ou pano limpo, para que o dente se mantenha na posição;
  • Procure imediatamente um dentista.

OBS: Caso você não consiga colocar o dente em sua posição, mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou em leite ou mesmo na boca da criança (debaixo da língua) e procure imediatamente um dentista.

O resultado final de um reimplante depende muito do tempo que o dente ficar fora do alvéolo e da conservação do mesmo nesse período. Quanto menor o tempo, maior a chance de sucesso.

O dente reimplantado deverá ser “fixado” pelo dentista em sua posição e ter o seu canal tratado. Mesmo assim, com o decorrer do tempo, haverá uma diminuição do tamanho de sua raiz.

É fundamental o acompanhamento periódico com o dentista, pois o dente reimplantado sofre alterações com o passar do tempo, sendo necessárias novas condutas de tratamento.

Texto originalmente publicado  no blog Pros Pitocos.
Autora:  Dra. Claudia Mezzomo Pocztaruk